Crítica The Flight Attendant S1: o protagonismo de Kaley

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A comissária de bordo Cassie Bowden (Kaley Cuoco) é uma mulher independente que sofre com alcoolismo. Seu comportamento errático faz com que determinado dia acorde ao lado do cadáver de Alex Sokolov (Michiel Huisman) em um hotel em Bangkok. De ressaca e sem lembranças da noite passada, faz a mínima ideia do que aconteceu com aquele homem que recém havia conhecido. Assustada, foge da cena do crime.

Essa passagem é o estopim para a trama de The Flight Attendant, série criada por Steve Yockey a partir do romance homônimo de Chris Bohjalian. A primeira temporada de oito episódios foi lançada no fim de 2020 e tornou-se um dos primeiros sucessos do serviço de streaming HBO Max – tanto que recebeu sinal verde para um segundo ano, ainda que originalmente pensada para ser uma minissérie.

O destaque fica por conta de Cuoco, mais conhecida como a Penny de The Big Bang Theory. A atriz, que também produz a nova atração, tem a chance de mostrar seu talento para o drama. Apesar de seus trejeitos não serem distantes da personagem que a tornou famosa, até mesmo porque aqui também estamos em uma comédia, ainda que dramática, Cuoco mostra força para carregar a trama nas costas. Seus inúmeros momentos baixos são críveis e fazem um contraponto adequado ao clima mais leve do resto.

Os problemas enfrentados com o abuso do álcool dão uma camada extra à protagonista, que está na sombra de personagens complexas mais poderosas como Carrie de Homeland. Aliás, espero que The Flight Attendant não siga pelo mesmo caminho de recaídas e, com a confirmação da continuidade da série, decida dar passos adiante.

Digo isso porque, já no primeiro ano, Cassie tornou-se em certo ponto tão insuportável pros amigos e familiares quanto para o público. O roteiro não soube lidar bem com a espiral de queda dela. O texto prejudicou a jornada num momento, mas de modo geral foi o principal atrativo após a protagonista. O bom ritmo nos faz querer saber mais.

Acaba que os vícios e as virtudes ficam focados em um ponto e deixam os demais negligenciados. Nada que não possa ser reparado no futuro.

Nota (0-10): 7

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