Crítica BoJack Horseman S5: a repetição dos erros

BoJack Horseman, personagem-título da aclamada animação da Netflix criada por Raphael Bob-Waksberg, é um ser atormentado pelos diversos erros cometidos no passado. A dificuldade em conviver com memórias desagradáveis torna-o dependente de substâncias compradas para aliviar dores físicas – e utilizadas para anestesiar as dores da alma. O cavalo protagonista, que está cercado por humanos,…

Crítica Sharp Objects: cicatrizes que carregamos

Camille Preaker (Amy Adams) é uma repórter que abusa do álcool para remediar as dores que carrega consigo há anos. A morte da sua irmã, ainda na infância, e a relação complicada com a mãe foram alguns dos fatores que a levaram a cometer atos contínuos de autoflagelo, inclusive fazendo com que ela fosse internada…

Crítica Maniac: conexões e enfrentamento

O que é real? Essa pergunta martela o tempo todo na cabeça de Owen Milgrim (Jonah Hill), jovem com esquizofrenia que é deixado de lado por sua família rica por causa da doença. Sozinho e desempregado, ele acaba aceitando participar como cobaia de um tratamento farmacêutico radical que promete reparar os problemas da mente. Como…

Crítica Atypical S2: falhas visíveis

Atypical, comédia dramática criada por Robia Rashid, é uma daquelas séries que conseguem nos envolver facilmente. Com episódios rápidos e trama costurada de maneira leve, você consome todo o material sem nem mesmo perceber. Focada na família de Sam (Keir Gilchrist), a produção aborda não apenas o autismo do protagonista, mas a sexualidade da irmã…

Crítica Patrick Melrose: sociedade doentia

Um pai que abusava verbal e sexualmente de seu filho. Uma mãe que fechava os olhos para o que estava ocorrendo e buscava refúgio no álcool para anestesiar a própria dor. Patrick, personagem interpretado por Benedict Cumberbatch, teve uma infância que o marcou fortemente para o resto da vida. Os anos de dor impactaram toda…

Crítica The Americans S6: o fim de uma identidade

Por mais que seja caracterizada por não haver um confronto direto entre os Estados Unidos e a União Soviética, a Guerra Fria afetou um sem número de vidas. A corrida armamentista das duas superpotências pela construção de arsenais nucleares gerou instabilidade política no mundo, que acompanhava movimentos que poderiam resultar em novos desastres. Nesse contexto…

Crítica Disenchantment S1: humor que não entusiasma

Matt Groening é um dos nomes mais famosos da televisão norte-americana. Ele criou duas animações bem relevantes para a cultura pop: Os Simpsons, que recentemente tornou-se a série ocidental com o maior número de episódios, e Futurama, que não teve tão estrondoso sucesso, mas conquistou um bom número de fãs e chegou a ter sobrevida….

Crítica Lovesick S3: o amor e suas dificuldades

Dylan (Johnny Flynn) descobre que tem clamídia. A constatação da doença dá início à trama de Lovesick, comédia dramática criada e escrita por Tom Edge. Além de tomar dois remédios, o protagonista precisa fazer uma lista e entrar em contato com as parceiras sexuais que teve. Entre elas está Evie (Antonia Thomas), uma de suas…

Crítica The Tale: abuso e negação

Um dos destaques do Festival de Sundance, o telefilme The Tale, escrito e dirigido por Jennifer Fox, conta a história real de abuso infantil baseada na própria vida da realizadora. Adquirida pela HBO, a produção entrelaça momentos de quando Fox tinha apenas treze anos e foi levada a relacionar-se com um homem de quarenta, com…

Crítica Barry S1: difícil mudança

Barry (Bill Hader) é um veterano de guerra que leva a vida como assassino profissional. Certo dia, ao precisar realizar uma execução em Los Angeles, ele acaba entrando acidentalmente em um grupo de teatro com pessoas em busca do sonho de se tornar artistas famosos. A nova comédia da HBO, que leva o nome do…

Crítica Insatiable S1: extremamente ruim

Há produções que, na tentativa de acertar a mão na hora de abordar temas sensíveis, acabam cometendo alguns deslizes. Assim como qualquer outra obra, estão suscetíveis a receber críticas. Todavia, de modo geral, é perceptível que se esforçam para entregar um produto com o mínimo de qualidade. Não é o caso de Insatiable, nova série…

Crítica Killing Eve S1: a arte de matar

Villanelle (Jodie Comer) é impiedosa. Psicopata, realiza os assassinatos a ela encomendados sem remorso algum. Por mais que domine a arte de matar magistralmente, passa a deixar rastros intencionais, que são seguidos por Eve Polastri (Sandra Oh), uma oficial do serviço secreto britânico MI5. Elas começam a desenvolver uma obsessão uma pela outra – e…