Crítica This Is Us S2: perdas e lágrimas

Após conquistar crítica e público em seu primeiro ano, This Is Us, série de Dan Fogelman, volta para uma segunda temporada ainda mais emotiva e disposta a fazer o público chorar episódio após episódio.

A história a família Pearson, que precisa enfrentar obstáculos cotidianos muito próximos da realidade de qualquer um, avança sempre com sensibilidade. Se antes o objetivo principal era fazer com que nós nos apaixonássemos pelos personagens, agora claramente é com que a gente consiga compreender e sentir com máxima intensidade suas dores.

O até então maior mistério, que é como Jack (Milo Ventimiglia) morreu, é finalmente revelado em Super Bowl Sunday, um dos melhores capítulos da atração. A partir da compreensão do desenrolar da tragédia, fica mais fácil entender como cada integrante da família lida com a perda.

Kate (Chrissy Metz), por exemplo, é tomada por um sentimento de culpa que carregará consigo por todos esses anos passados entre a noite do evento e os dias atuais. Para quem já perdeu alguém que ama muito e sente-se culpado por não ter agido da forma como deveria, é realmente doloroso assistir à caminhada de libertação dela. Metz, que já teve seu talento reconhecido com inúmeras indicações, entrega uma performance cada vez mais verdadeira.

Ela integra um elenco que definitivamente é o ponto forte da série. Até mesmo Justin Hartley, com seu mediado Kevin, mostra-se muito mais maduro. Não está no mesmo patamar da doce Mandy Moore, que intepreta a Rebecca, ou o incrível Sterling K. Brown, que dá vida a Randall, mas isso é tarefa quase impossível.

Assim como no primeiro ano, Randall ofusca os demais. Graças a um enredo que colabora e, claro, ao Brown, que transpira dramaticidade e carisma. Vencedor do Emmy, do Globo de Ouro e do prêmio do Sindicato dos Atores, ele está colhendo os louros de um esforço ímpar.

As interações do personagem com a esposa, Beth (Susan Kelechi Watson), são interessantes, assim como o convívio com as filhas e Déjà (Lyric Ross), que chega para movimentar aquele núcleo. A participação desta serve bem para mostrar os altos e baixos do texto.

 

Leia a crítica de This Is Us S1

 

Na tentativa de nos emocionar constantemente e marcar passagens, o roteiro acaba apressando situações em determinados momentos. No meio da temporada, ao fechar um ciclo com a personagem, a impressão que fica é que foi feito de maneira precoce, assim como a situação trágica de Kate e a rápida degradação do vício de Kevin.

O lado bom é que nenhum desses assuntos passa a ser posteriormente ignorado. Muito pelo contrário. Para o bem ou para o mal, a atração acaba prendendo-se por mais tempo aos dramas maiores. E, com sua simplicidade e seus problemas, prende-nos a ela.

 

Obs: Toby (Chris Sullivan) é muito querido.

 

Nota (0-10): 9

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