Especial: a história anterior a Game of Thrones

Com o intuito de ajudar a expandir o conhecimento sobre o universo de Game of Thrones, o Temporada fez um resumo dos principais pontos da história que ocorre antes daquela mostrada na série. O texto foi construído a partir do livro O Mundo de Gelo e Fogo: A História Não Contada de Westeros e as Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, Elio M. García Jr. e Linda Antonsson.

O resgate do passado é feito por um personagem fictício chamado Mestre Yandel, que vive na Cidadela e nasceu no décimo ano do reinado do último rei Targaryen.

Após ler o especial, acesse o quiz e teste seus conhecimentos!

História Antiga

 

Era da Aurora

Não há como precisar quando começou e o pouco que se tem conhecimento foi escrito pelos ândalos, valirianos, ghiscari e pelo povo da distante Asshai.

Westeros era habitada pelos filhos da floresta e os gigantes. Os gigantes tinham no máximo quatro metros. Não faziam vestiários, dormiam sob as árvores ou em cavernas, não tinham reis ou senhores e não conheciam agricultura ou metalurgia.

Os filhos da floresta eram escuros e pequenos. Usavam obsidiana (conhecida também como vidro de dragão ou, pelos valirianos, como fogo congelado) para fazer armas de caça. Suas vestimentas eram confeccionadas com folhas e cascas de árvores. Faziam arcos com represeiro e armadilhas com capim, e ambos os sexos caçavam. Havia videntes verdes entre eles, que também eram conhecidos como troca-peles ou transmorfos, pois podiam controlar os animais misturando seus espíritos – geralmente controlavam lobos e eram conhecidos como wargs – e ver o passado e o futuro. Esculpiam rostos em árvores represeiros pela fé.

Os Primeiros Homens chegaram entre oito e doze mil anos atrás em Dorne, no extremo sul de Westeros, pela faixa de terra – hoje separada e chamada de Braço Partido – que ligava o lugar às terras orientais. Entraram em conflito com os filhos da floresta, pois aravam a terra, construíam fortes circulares e aldeias e, para isso, derrubaram os represeiros, incluindo os com rostos esculpidos. Foram centenas de anos de guerra, porém os Primeiros Homens eram maiores e mais fortes e trouxeram consigo armas de bronze.

Segundo a lenda, o grande dilúvio que rompeu a faixa de terra que agora é o Braço Partido foi obra dos videntes verdes, que se reuniram no atual Fosso Cailin para fazer magia. No entanto, é mais provável que tenha sido um evento natural, como um grande tremor ou afundamento natural da região.

Cansados de guerrear, os filhos da floresta e os Primeiros Homens fizeram o Pacto, na Ilha das Faces, no meio do grande lago Olho de Deus, em que os filhos desistiriam de todas as terras de Westeros, exceto as florestas profundas, com a promessa de que não seriam mais cortados represeiros.

Era dos Heróis

Iniciou após o Pacto e durou milhares de anos. As narrativas deste período foram escritas muito tempo depois pelos septões e meistres. Entre os Primeiros Homens, surgiram muitos reis e senhores, que deram início aos reinos ancestrais dos Sete Reinos. Entre os nomes mais famosos está Brandon, o Construtor.

Nesta época ocorreu a Longa Noite, que durou uma geração toda sem que as pessoas conhecessem a luz do sol. Há relatos sobre criaturas conhecidas como os Outros, que vieram das Terras de Sempre Inverno montadas em monstruosas aranhas de gelo e em cavalos mortos, ressuscitados para servi-los, assim como homens mortos para lutar em seu nome. Os filhos da floresta e os primeiros Patrulheiros da Noite se uniram e venceram a Batalha da Aurora, que acabou com o inverno sem fim e mandou os caminhantes brancos de volta ao norte.

Enquanto Westeros se recuperava da Longa Noite, em Essos desenvolveu-se a civilização como conhecida. Grazdan, o Grande, fundou a Velha Ghis, cidade construída com base na escravidão.

Na Baía dos Escravos se originaram os valirianos, que deram fim ao império da Velha Ghis. Abrigados entre as grandes montanhas vulcânicas conhecidas como Catorze Chamas, os valirianos aprenderam a domar dragões. Não havia reis na Cidade Franca de Valíria. Arcontes eram eleitos pelos senhores entre seus pares para ajudar na tomada de decisões.

Os ândalos, originários das terras do Machado, a nordeste de Pentos, cruzaram o mar estreito para Westeros fugindo dos valirianos, que os escravizariam. Eles desembarcaram nos Dedos do Vale Arryn, onde há vários entalhes da estrela de sete pontas, e se espalharam pelo resto do território. O ferro deles era superior ao bronze dos Primeiros Homens, que pereceram na guerra. Os reis Arryn suplantaram os Reis Supremos da Casa Royce. Os ândalos massacraram os filhos da floresta, e até hoje não se sabe o que aconteceu com quem conseguiu fugir.

Muito tempo após os ândalos conquistarem Westeros, há cerca de mil anos, os roinares, liderados pela princesa Nymeria, foram para Westeros depois de duelaram com os valirianos. O povo Roine tinha enriquecido e construído belas cidades entorno do rio Roine, o mais poderoso do mundo, em Essos. Reza a lenda que dez mil navios com mulheres e crianças fugiram após a derrota do exército e, depois de muitas perdas e tentativas de estabelecimento em locais diferentes, chegaram em Dorne. A princesa se casou com Mors Martell e lutaram contra reis menores. Após a morte do rei, Nymeria governou por 27 anos, teve mais dois maridos e foi sucedida pela filha mais velha com Mors Martell, pois os dorneses já haviam adotado muitos costumes roinares, que viam homens e mulheres como iguais.

 

Reinado dos Dragões

 

Perdição de Valíria

Ocorreu quando as Catorze Chamas juntas entraram em erupção e destruíram a Cidade Franca. Os senhores dos dragões, como era costume, estavam reunidos em Valíria, exceto Aenar Targaryen, seus filhos e dragões, que fugiram para a ilha Pedra do Dragão, que fica no mar estreito.

Um século se passou – chamado de Século de Sangue – entre a perdição e a conquista de Aegon.

A conquista e o reinado de Aegon I

Aegon, o Conquistador, ou o Dragão, nasceu em Pedra do Dragão em 27 a.C. (antes da Conquista). Era o segundo filho e único do sexo masculino de Aerion, Senhor da Pedra do Dragão, e da Senhora Valaena da Casa Velaryon, ela também meio Targaryen pelo lado materno. Aegon se casou com as duas irmãs; uma mais velha, Visenya, e a outra mais nova, Rhaenys. Havia apenas um dragão adulto dos cinco que voaram de Valíria chamado Balerion, o Terror Negro. Outros dois dragões restantes, Vhagar, da irmã mais velha, e Meraxes, de Rhaenys, eram jovens e nascidos em Pedra do Dragão.

Quando Aegon desembarcou em Westeros – local onde mais tarde seria fundada a cidade de Porto Real – os Sete Reinos estavam em briga. O Norte governado pelos Stark de Winterfell; os desertos de Dorne pelos príncipes Martell; as Terras Ocidentais, ricas em ouro, pelos Lannister de Rochedo Casterly; a fértil Campina pelos Gardener de Jardim de Cima; e o Vale, os Dedos e as Montanhas da Lua pela casa Arryn. Os reis mais próximos de Pedra do Dragão e mais beligerantes eram Harren, o Negro, da Casa Hoare, Rei das Ilhas e dos Rios, e Argilac, o Arrogante, da Casa Durrandon, Rei da Tempestade.

Após não entrar em acordo com Argilac, Aegon enviou sete corvos aos sete reis dizendo que haveria apenas um rei em Westeros, e começou sua conquista pela foz da Torrente da Água Negra, na margem norte.

Após as primeiras vitórias, Aegon concedeu honras aos apoiadores antigos, entre eles Orys Baratheon, considerado pelos meistres o primeiro Mão do Rei.

Lorde Edmyn Tully de Correrio e outros senhores se juntaram a Aegon para derrotar Harren. Após a queda da Casa Hoare, Edmyn foi nomeado Senhor Supremo do Tridente.

Com a queda de Argilac, Orys Baratheon casou-se com a filha dele, Argella, e assumiu para si as armas e o lema de Durrandon. O veado coroado se tornou seu símbolo e Ponta Tempestade sua sede. Assim, as Terras Fluviais e as Terras da Tempestade estavam sob controle.

O rei Mern IX, do Jardim de Cima, e Loren, do Rochedo Carterly, uniram-se para atacar Aegon. Com a derrota, todos da Casa Gardener morreram. Loren dobrou o joelho e foi nomeado Senhor de Rochedo Casterly e Protetor do Oeste. Aegon marchou para Jardim de Cima e encontrou o castelo nas mãos do intendente Harlan Tyrell, que lhe entregou as chaves e tornou-se Protetor do Sul e Senhor Supremo do Vago.

O próximo a se ajoelhar foi Torrhen Stark, nomeado Senhor de Winterfell e Protetor do Norte.

O Vale de Arryn, no Ninho da Águia, foi conquistado por Visenya. O lugar era comandado por Ronnel Arryn, um menino, e a rainha regente, Sharra, sua mãe.

Rhaenys Targaryen foi para Dorne e encontrou-se com a princesa Meria Martell, que afirmou que não lutaria e tampouco se ajoelharia, e o reino só foi de fato conquistado muitos reinados depois.

Aegon foi recebido calorosamente em Vilavelha, maior cidade de Westeros, onde foi coroado Rei do Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Senhor dos Sete Reinos e Protetor do Reino (mesmo sem a submissão de Dorne). Deste dia começou a contar a era d.C. (depois da Conquista). Ele falou que a sede da corte seria na cidade que estava sendo construída, Porto Real, no lugar do seu desembarque. Fez o Trono de Ferro com as lâminas de todos os seus inimigos caídos.

A Primeira Guerra Dornesa ocorreu entre 4 e 13 d.C., sendo a única grande derrota de Aegon. Rhaenys morreu em Dorne, no ano 10 d.C. Durante a guerra surgiu a Irmandade Juramentada da Guarda Real – sete campeões com votos baseados nos moldes da Patrulha da Noite, de modo que deixariam tudo de lado, exceto o dever com o rei.

Aegon governou com sabedoria e tolerância até sua morte, em 37 d.C. Metade do ano passava entre a capital e Pedra do Dragão, local que amava, e a outra metade em viagens pelo reino. Teve dois filhos: Aenys, o mais velho, com Rhaenys, e Maegor, com Visenya.

Aenys I (37 d.C. a 42 d.C.)

Governou com hesitação, falha que fez com que tivesse um fim precoce e vergonhoso. Os Targaryen tinham o costume de ter casamentos incestuosos para manter o sangue puro, e isso entrava em conflito com a Fé. Em 41 d.C., casou sua filha mais velha, Rhaena, com o filho e herdeiro Aegon, a quem nomeara príncipe de Pedra do Dragão. Do Septo Estrelado veio uma repreensão pública e o rei abandonou a cidade. A rainha viúva Visenya o aconselhou a levar fogo e sangue ao Septo Estrelado e ao Septo da Memória. Incapaz de tomar uma decisão firme, o rei adoeceu. Ao saber que os filhos foram sitiados, morreu três dias depois. Há quem diga que a própria madrasta, a rainha viúva Visenya, que cuidara dele, foi responsável pelo falecimento súbito do rei, já que ela preferia Maegor no lugar de Aenys.

 

Maegor I, o Cruel (42 d.C. a 48 d.C.)

Apesar do Grande Meistre Gawen protestar, já que pelas leis da herança, o príncipe Aegon, filho mais velho de Aenys, deveria ser rei, o irmão de Aenys assumiu o trono. Declarado traidor, Gawen foi decepado. Entre os principais inimigos do rei estava a Fé Militante, que tinha tomado o Septo da Memória e a meio-construída Fortaleza Vermelha. O rei voou com Balerion e liberou o fogo do Terror Negro no Septo da Memória. Enquanto militantes tentavam fugir, foram abatidos pelos arqueiros e lanceiros deixados a postos. O Alto Septão seguiu fazendo oposição ao seu governo. Em 43 d.C., Aegon tentou retomar o trono e foi morto, deixando para trás a esposa e irmã Rhaena e duas filhas gêmeas. Em 44 d.C., Visenya morreu e, na confusão após a morte, a viúva de Aenys, a rainha Alyssa, escapuliu de Pedra do Dragão com seus filhos restantes e com a Irmã Negra, a espada de aço valiriano de Visenya. Em 45 d.C., a construção da Fortaleza Vermelha foi concluída – o filho mais velho de Alyssa e Aenys após Aegon, o príncipe Viserys, foi mantido lá e morreu, aos quinze anos, após nove dias de interrogatório. Em 48 d.C., os inimigos se unificaram na reivindicação do jovem príncipe Jaehaerys, filho restante de Aenys e Alyssa. O rei Maegor foi encontrado morto sentado no Trono de Ferro e não se sabe a real causa da morte.

Jaehaerys I, o Conciliador ou o Velho Rei (48 d.C. a 103 d.C.)

Quando atingiu a maioridade, casou-se com sua irmã Alysanne, com quem tivera uma relação feliz. Era um guerreiro habilidoso com a lança e o arco e um cavaleiro dotado. Vermithor, seu dragão, era o maior dos dragões vivos após Balerion e Vhagar. Criou o primeiro códice unificado, para que o reino todo partilhasse uma única lei. Fez melhorias em Porto Real e construiu uma grande rede de estradas pelo reino. Entre as maiores realizações está a reconciliação com a Fé, feita com ajuda do Septão Barth. Em 101 d.C., realizou o Grande Conselho para definir quem o sucederia. Escolheram o príncipe Viserys, filho mais velho de seu filho Baelon, o Bravo, e da princesa Alyssa. Morreu aos sessenta e nove anos.

Viserys I (103 d.C. a 129 d.C.)

Reinou na época em que a Casa Targaryen foi mais poderosa, com muitos príncipes e princesas e vários dragões vivos. Em 105 d.C., declarou como sucessora ao trono Rhaenyra, sua única filha com a prima e rainha Aemma da Casa Arryn, que morreu ao dar à luz um menino, que também morreu. Tinha uma grande afeição por ela, assim como o resto do reino. O rei casou-se com Alicent, que cuidara do seu falecido avó nos últimos anos de vida dele. Ela deu-o um menino e uma menina. Rhaenyra casou-se com Laenor Velaryon, filho de Corlys Veralyon e Rhaenys Targaryen, e tiveram três filhos, que não possuíam traços valirianos e todos contestavam a paternidade. Após a morte do marido, Rhaenyra casou-se com o tio, o príncipe Daemon, e nos últimos dias de 120 d.C. deu à luz o primeiro filho dele, Aegon (mesmo nome do filho mais velho do rei com Alicent).

 

Aegon II e Dança dos Dragões (129 d.C. a 131 d.C.)

A Dança dos Dragões foi a mais cruel guerra já travada. Com a morte de Viserys, o príncipe Aegon II, filho de Alicent, foi convencido a assumir o trono pela mãe e pelo pequeno conselho, despertando a fúria de Rhaenyra, princesa da Pedra do Dragão e herdeira por direito. Neste período, a princesa estava à espera do terceiro filho em Pedra do Dragão e o parto foi adiantado naturalmente por causa da notícia. Após três dias, nasceu uma menina natimorta. “Roubaram minha coroa e assassinaram minha filha, e responderão por isso”, exclamou a princesa.

Apesar de ter mais dragões, Rhaenys, a Rainha que Nunca Foi, morreu por Rhaenyra em uma batalha na qual Aegon ficou terrivelmente ferido, o que fê-lo passar o ano seguinte em isolamento se tratando. Mas a guerra continuou enquanto isso. Em uma jogada sábia, Daemon Targaryen, que estava no controle de Harrenhal, liderou Rhaenyra e seus cavaleiros até Porto Real enquanto o príncipe Aemond, que assumiu o manto de Protetor do Reino e Príncipe Regente, buscava invadir Harrenhal. Rhaenyra tomou controle da cidade, mas as pessoas, lideradas pelo Pastor, começaram a ficar com medo dos dragões. Cinco animais foram mortos e Rhaenyra fugiu. Após a morte de Daemon e Aemond, não demorou muito para Rhaenyra morrer também. Aegon II foi para Pedra do Reino e duelou com a jovem Baela, filha de Rhaenyra. Seus dragões morreram, Baela sobreviveu por pouco e Aegon ficou com as duas pernas em pedaços. Aegon, o Jovem, filho de Rhaenyra, continuava vivo. O rei foi envenenado pelos homens que o serviam, encerrando a Dança dos Dragões.

 

Aegon III, o Jovem (131 d.C. a 157 d.C.)

Até o rei atingir a maioridade, em 136, o período de regência foi presidido por um conselho de sete. O rei, que era melancólico e frio, demorou para chamar a rainha Daenaera Velaryon para a sua cama, mas foram abençoados com dois filhos e três filhas. O mais velho, Daeron, foi nomeado príncipe de Pedra do Dragão. No começo do seu reinado havia quatro dragões vivos. O último dos animais morreu em 153. Aegon III é lembrado como o Desgraçado dos Dragões, o Rei Quebrado e o Desafortunado. Ele morreu de tuberculose aos 36 anos.

 

Daeron I, o Jovem Dragão (157 d.C a 161 d.C.)

Filho mais velho de Aegon III, tinha quatorze anos quando assumiu o trono. Propôs completar a Conquista trazendo Dorne para o reino. Dividiu seu exército em três forças e, em um ano, derrotou os dorneses e deixou Lorde Tyrell no comando. No entanto, o povo dornês se rebelou e quando o rei voltou para sufocar a rebelião, foi morto pelos inimigos.

 

Baelor I, o Abençoado (161 d.C. a 171 d.C.)

Assumiu o trono após seu irmão mais velho, que não se casara ou tivera filhos, morrer. É considerado o rei mais piedoso da dinastia Targaryen. Caminhou entre Porto Real e Lançassolar, em Dorne, para selar a paz. Ao retornar, depois de ser picado por víboras, terminou o casamento com a irmã, Daena, que não havia sido consumado, e a encarcerou no coração da Fortaleza Vermelha com as outras duas irmãs. Assumiu os votos de septão e disse que não mais se casaria. Morreu ao jejuar durante quarenta e um dias após saber do nascimento de Daemon Waters, filho da irmã Daena com o príncipe Aegon.

 

Viserys II (171 d.C. a 172 d.C.)

Após Baelor morrer, o tio dele, príncipe Viserys II, assumiu o trono. Ele havia servido como Mão do Rei durante quatorze anos. Embora seu reinado tenha durado pouco mais de um ano, fez reformas na criadagem real e em suas funções, estabeleceu uma nova casa da moeda real, aumentou o comércio através do mar estreito e revisou o código de leis que Jaehaerys, o Conciliador, estabeleceu. Morreu subitamente e suspeita-se que o filho mais velho, Aegon, o tenha envenenado.

 

Aegon IV, o Indigno (172 d.C. a 184 d.C.)

Era brilhante, porém não conseguia controlar sua luxuria, gula e demais desejos. Homens e mulheres da corte não eram escolhidos pela nobreza, pela honestidade ou pela sabedoria, mas pela habilidade em divertir e bajular. Em seus últimos anos, o rei afirmava ter dormido com pelo menos novecentas mulheres, mas só amara nove – e a rainha Naerys, sua irmã, não era uma delas. Entre os bastardos, teve um filho chamado Daemon com a princesa Daena, a Desafiante. Teve dois filhos com a rainha, que morreu no segundo parto. Quis invadir Dorne, mas fracassou. Morreu obeso, sem nem conseguir caminhar. Antes disso, fez um testamente legitimando todos seus filhos.

Daeron II, o Bom (184 d.C. a 209 d.C.)

Procurou estabilizar a situação política após o decreto de Aegon em seu leito de morte, que legitimava todos os seus meio-irmãos bastardos. Casou-se com Mariah de Dorne. Unificou Dorne sob o governo Targaryen casando sua irmã Daenerys com o príncipe Maron e finalmente passou a comandar desde a Muralha até o Mar de Verão. O rei teve quatro herdeiros, sendo o mais velho Baelor, que recebeu o nome de Quebralanças aos 17 anos. O bastardo Daemon Blackfyre revindicou o trono, iniciando a Primeira Rebelião Blackfyre em 196, que durou um ano. Daemon e outros dez mil morreram. Seus descendentes fugiram na companhia de Açoamargo para o outro lado do mar estreito e os seus apoiadores perderam posses. O filho do rei, Baelor, morreu em 209 em um julgamento dos sete pelas mãos do próprio irmão Maekar ao defender um cavaleiro andante. A Grande Praga da Primavera varreu os Sete Reinos, matando o rei, os filhos de Baelor e um quarto de Porto Real.

Aerys I (209 d.C. a 221 d.C.)

Era o segundo filho de Daeron e nunca imaginou assumir o trono. Casou-se com Aelinor Penrose e havia rumores de que falhara em consumar o casamento. Fez de Brynden Rivers, o Sangue de Corvo, o Mão do Rei. Em 211, ocorreu a Segunda Rebelião Blackfyre, silenciada antes mesmo de iniciar. Daemon, o Jovem, filho mais velho de Daemon, foi aprisionado. Em 219, Açoamargo, que não apoiou o Jovem, iniciou a Terceira Rebelião Blackfyre ao lado de Haegon Blackfyre. Haegon foi morto. Açoamargo, condenado por alta traição, foi enviado à Patrulha da Noite. O navio foi tomado e ele, libertado. Voltou a conspirar declarando o filho mais velho de Haegon, Daemon III, rei. O rei Aerys morreu de causas naturais.

Maekar I (221 d.C. a 233 d.C.)

Foi enérgico, rápido em julgar e condenar. Ao morrer em batalha, o Grande Conselho deveria escolher seu sucessor. Os dois filhos mais velhos já haviam morrido e seus respectivos filhos não eram aptos o suficiente – uma menina simplória e um bebê. O terceiro filho, meistre Aemon, não quis se liberar de seus votos. Então o trono ficou com o quarto e último filho, Aegon. Aenys Blackfyre revindicou o trono e fez um acordo para falar com o Grande Conselho. No entanto, ao chegar, foi traído e decapitado.

Aegon V, o Improvável (233 d.C. a 259 d.C.)

Seu primeiro ato foi prender Sangue de Corvo, Mão do Rei que ordenou a decapitação de Aenys Blackfyre, para que a palavra do Trono de Ferro não fosse vista como inútil. Sangue de Corvo foi enviado para a Patrulha da Noite, onde tornou-se Senhor Comandante em 239. O reinado começou com um longo inverno que já durava três anos. As rebeliões Blackfyre e dos senhores do reino descontentes com as reformas feitas que davam mais direitos aos plebeus e reduziam os poderes dos senhores foram sufocadas. O rei casou-se por amor com Betha Blackwood, conhecida como Negra Betha devido aos olhos escuros e aos cabelos negros. Tiveram três filhos (Duncan, Jaehaerys e Daeron) e duas filhas (Shaera e Rhaelle). Tinha a intenção de casá-los com filhos de senhores nobres, mas não deu certo. O mais velho abdicou do trono e casou-se com Jenny de Pedravelhas. Jaehaerys e Shaena se amavam e casaram-se em segredo. O mais novo resolveu ficar solteiro e morreu em batalha. O rei queria dragões e levava septões, bruxas e meistres para chocar os últimos ovos. Morreu em um grande incêndio em Solarestival.

Jaehaerys II (259 d.C. a 262 d.C.)

Os Sete Reinos estavam mergulhados em guerra. Uma união improvável chamada de Reis das Nove Moedas queria colocar Maelys  I Blackfyre, o Monstruoso, no trono. Lorde Ormund Baratheon, o Mão do Rei, comandante westerosi, foi um dos primeiros a perecer. Maelys, último dos Blackfyre, foi morte e a paz restaurada. Após rápido mal-estar, o rei morreu de uma súbita falta de ar.

Aerys II, o Rei Louco, e a Queda dos Dragões (262 d.C. a 283 d.C.)

Aerys tinha 18 anos quando ascendeu ao trono. Ainda que não fosse o mais aplicado dos príncipes, nem o mais inteligente, tinha um charme inegável. Também era vaidoso, orgulhoso e instável.

No ano que iniciou seu reinado, Robert Baratheon nasceu em Ponta Tempestade, enquanto que em Winterfell nasceu, no mesmo ano, Brandon Stark e, um ano depois, Eddard Stark.

O rei Aerys era casado com sua irmã, a rainha Rhaella, com quem logo teve um herdeiro, Rhaegar. Ambicionava ser o maior rei da história. Aposentou o antigo Mão do Rei e nomeou no seu lugar Tywin Lannister, herdeiro de Rochedo Casterly, que tinha só vinte anos.

Os projetos megalomaníacos do rei eram esquecidos tão rápido quanto suas amantes. Enquanto se tornava mais errante, seu Mão administrava o reino de forma inteligente – construiu novas estradas e reparou antigas, reduziu tarifas e taxas sobre o transporte e organizou torneios esplêndidos pelo reino, como com ajuda do Grande Meistre Pycelle. Apesar de tudo, Tywin era pouco amada. Seus rivais o acusavam de ser mal-humorado, cruel, inflexível e orgulhoso.

A relação do rei com a rainha ficou estremecida, pois ela era incapaz de dar outro filho para ele – abortava ou nasciam natimortos. Acusou-a de traição e ordenou seu confinamento na Fortaleza de Maegor.

O rei começou a contrariar o Mão, pois se sentiu humilhado ao saber da crença de que ele não passava de uma marionete de Tywin, o verdadeiro mestre dos Sete Reinos. No torneio de aniversário de dez anos do reino, o rei zombou de Joanna Lannister, esposa de Tywin, que estava na festividade com os dois filhos gêmeos, Jaime e Cersei. No dia seguinte, Tywin tentou entregar o cargo, mas o rei recusou sua demissão. Em 273 d.C., quando Joanna morreu dando à luz Tyrion, o rei ficou satisfeito, dizendo que os deuses não podiam suportar tal arrogância arrancando dele uma flor e dando um monstro no lugar.

Em 276 d.C., finalmente outro filho da rainha sobreviveu, Viserys.

Após ser mantido em cativeiro durante cerca de meio ano em um conflito em Valdocaso, a loucura do rei piorou ainda mais. Durante os quatro anos seguintes, não saia do castelo. Desconfiava até do próprio filho, que julgou estar mancomunado com Tywin esperando sua morte no cativeiro para que ele pudesse assumir o trono.

Temendo conspirações, importou um eunuco chamado Varys, logo conhecido como a Aranha, para servir como seu espião.

Em 281 d.C., após um cavaleiro da Guarda Real morrer, Jaime Lannister, de quinze anos, recebeu o manto branco, o que privou Tywin de perpetuar a Casa Lannister, já que o filho mais novo era um anão malformado. A posse de Jaime deu início aos acontecimentos que colocariam fim ao reinado dos Targaryen.

No mesmo ano, da Falsa Primavera, o inverno que dominara a terra estava cedendo, com bosques ficando verdes e dias mais longos. Cavaleiros de todos os reinos seguiram para competir no grande torneio de Lorde Whent. Pelo alto valor dos prêmios, comentava-se que um “anfitrião-sombra” estava por trás do evento, e o nome mais cotado era Rhaegar Targaryen, príncipe da Pedra do Dragão, que, segundo rumores, queria reunir todos os senhores para discutir a loucura de seu pai.

O rei resolveu participar do torneio – sua primeira aparição pública após o Desafio de Valdocaso. Ele achava que ninguém ousaria conspirar contra ele em sua presença e que voltaria a ser amado pelo povo. Os súditos, por sua vez, espantaram-se com sua aparência: unhas compridas e amarelas, barba emaranhada e mechas de cabelo não lavado e opaco. Sor Jaime Lannister teve sua posse como Irmão Juramentado da Guarda Real no torneio e depois voltou a Porto Real a mando do rei.

O príncipe Rhaegar venceu a competição e nomeou Lyanna Stark, filha do Senhor de Winterfell, a rainha do amor e da beleza, colocando uma coroa de rosas azuis em seu colo com a ponta de sua lança, mesmo com a presença da princesa Elia Martell de Dorne. O ato perturbou Brandon Stark, herdeiro de Winterfell, pois a irmã estava comprometida com Robert Baratheon, Senhor de Ponta Tempestade, que gargalhou, mas guardou o insulto consigo. Eddard Stark, irmão mais novo de Brandon, estava mais calmo, porém não mais satisfeito. A Falsa Primavera durou menos do que dois turnos de lua e o inverno retornou com força total. Com a chegada do ano novo, o príncipe herdeiro pegou a estrada em direção às terras fluviais, encontrou Lyanna e a levou consigo.

O rapto fez com que Lorde Stark, seu herdeiro e seus apoiadores buscassem reparação com o rei, que os assassinou brutalmente. Aerys exigiu que Lorde Arryn matasse seus antigos pupilos, Robert Baratheon e Eddard Stark. Com a recusa, começou o combate dos legalistas à coroa tentando derrubar Lorde Arryn.

Os combates espalharam-se pelo reino. A batalha mais famosa foi a do Tridente, quando Robert e Rhaegar se enfrentaram e o príncipe morreu. Ao saber da derrota, o rei Aerys mandou a esposa grávida e o filho mais jovem e novo herdeiro, Viserys, para Pedra do Dragão. Enquanto isso, Jaime Lannister estava a cargo das defesas da Fortaleza Vermelha. O primeiro exército a chegar tinha o Leão de Rochedo Casterly tremulando, com Lorde Tywin no comando, e o rei ordenou que os portões fossem abertos pensando ser que o antigo Mão viera ao seu resgate. No entanto, Tywin veio pelo reino e os soldados de Porto Real foram mortos, assim como Elia de Dorne e seus filhos, os príncipes Rhaenys e Aegon. O rei foi morto por Jaime Lannister, que fez o que achou ser o melhor para o reino.

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