Crítica What We Do in the Shadows S4: um pouco boba, mas divertida

Uma série que nunca chega a ser a melhor do ano, mas sempre traz boas surpresas e vale a jornada. Essa é uma boa forma de descrever What We Do in the Shadows, comédia criada por Jemaine Clement a partir do filme desenvolvido por ele e por Taika Waititi.

Em sua quarta temporada, a produção resolveu abrir mais a chuva de purpurina – ao que parece, a de sangue emperrou no momento errado – e mudou os contornos de uma trama que se arrasta desde o princípio. Ao que tudo indica, a pergunta principal deixa de ser quando Guillermo (Harvey Guillén) será transformado em vampiro, mas quando ele e Nandor (Kayvan Novak) vão começar a namorar. Uma indagação mais fofa e que provavelmente será respondida, já que a atração foi renovada para mais duas temporadas.

Esse toque queer está em sintonia com o “universo waititiano”, que recentemente também trouxe um casal gay como protagonista de Our Flag Means Death. Sendo bem sincero, ser um vampiro imortal e não explorar sua sexualidade deve ser bem enfadonho.

O segundo casal da trama, Nadja (Natasia Demetriou) e Laszlo (Matt Berry), continua muito afiado. A forma de Berry se expressar, entre o solene e o cômico, é impagável. Queria tanto ver o ator concorrendo a prêmios. Com Demetriou aconteceu algo estranho. No começo da temporada, eu me perguntava como ela não tinha um Emmy de melhor atriz coadjuvante de comédia. Perto do fim, passei a julgar excessivo o tom pastelão dado a ela. Seus trejeitos às vezes são questionáveis e algumas decisões do roteiro são somente bobas, como quando ela cai duas vezes no palco da boate.

Colin Robinson (Mark Proksch) renasceu na trama. O personagem, sempre mais enfadonho, conseguiu ganhar brilho com essa trajetória enquanto criança. Ainda assim, por vezes parece uma peça deslocada, que deveria ser de outra história.

Quem ganhou bom destaque é The Guide (Kristen Schaal), que tem melhor química com o resto do elenco do que Colin Robinson. Espero que a atriz e, por consequência, a personagem tenham ainda mais espaço em temporadas futuras.

Leia a crítica de What We Do in the Shadows S3

De modo geral, o quarto ano foi bom. Talvez tenham faltado alguns seres sobrenaturais novos tão bons quanto o Djinn (Anoop Desai). Mesmo assim, é uma série imperdível. Que seja eterno enquanto dure este amor, que ele dure para sempre.

Nota (0-10): 7

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s