Crítica Peacemaker S1: entre o cômico e o patético

Lançado durante a pandemia, o filme The Suicide Squad, de James Gunn, foi um completo fracasso nas bilheterias, apesar de agradar a crítica. Não podemos culpar apenas a covid-19, já que a obra de título quase idêntico à sua antecessora confundiu o público ao não ser reboot nem sequência. Em poucos anos, ocorria mais uma dessas mágicas de Hollywood, que quis lucrar com um projeto que teve primeira incursão de gosto duvidoso. Ainda que a tentativa de revitalizar a história centrada em um grupo de criminosos não tenha saído como o esperado, o futuro de um dos personagens manteve-se vivo.

Continuação direta do longa-metragem, a série Peacemaker, também comandada por Gunn, acompanha o personagem-título, interpretado por John Cena. Em sua primeira temporada, com oito episódios, a trama coloca o vilão convertido em herói, que também atende pelo nome de Christopher Smith, na companhia da equipe de apoio formada pela novata Leota (Danielle Brooks), a durona Emilia (Jennifer Holland), o subestimado Economos (Steve Agee), o enigmático Clemson (Chukwudi Iwuji) e os verdadeiros destaques da série, Adrian (Freddie Stroma) e Eagly.

Peacemaker segue a atual tendência de humanizar vilões. A aposta deu muito certo com Joker, de Todd Phillips, que subverteu o que víamos até então, e Cruella, de Craig Gillespie, que conseguiu se sair bem com a complicada corda bamba em que se encontrava a personagem de origem mais infantilizada.

Na série da DC, por outro lado, parece somente a fórmula perfeita para ter um “herói” disposto a explodir cabeças invadidas por alienígenas e que possa fazer comentários preconceituosos sem medo. Caso alguém reclame, basta a produção responder: “ele é um vilão criado por um pai nazista”.

Veja bem, Selina de Veep, por exemplo, era uma protagonista preconceituosa, assim como Smith. No caso dela, o roteiro fazia questão de demonstrar o quanto ela e sua equipe eram idiotas, fazia-nos rir deles. Peacemaker, por outro lado, tem choro fácil e carisma. A série se esforça para amarmos ele sem deixar de lado a metralhadora de comentários desnecessários.

O humor da série, aliás, é bem questionável. Algumas cenas funcionam bem, conseguem dar o alívio cômico necessário. Muitas delas, por outro lado, são só patéticas e forçadas. Acaba que a atração, ainda que bem produzida, está longe de ser tão boa quanto dizem.

Nota (0-10): 3

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