Crítica Archive 81 S1: mais musgo do que fita

Baseada em um popular podcast de mesmo nome, a série de terror Archive 81, adaptada por Rebecca Sonnenshine para a Netflix, tem como protagonistas Dan (Mamoudou Athie) e Melody (Dina Shihabi).

A história desta se passa em 1994, em um misterioso prédio para o qual acabou de se mudar em Nova York. Enquanto grava entrevistas com outros moradores em fitas cassetes, tenta entender o paradeiro da sua mãe biológica, que residiu no mesmo local.

Mais de duas décadas depois, Dan, que é arquivista, é contratado para recuperar as fitas de vídeo de Melody, danificadas em um incêndio. Para realizar o trabalho, muda-se sozinho para um prédio da empresa LMG que fica no meio do nada.

Não demora para a rede de mistérios florescer. Porém, ainda que instigante, o enredo estaciona e os oito episódios demonstram ser excessivos. Dan, mesmo que bem interpretado por Athie, tem função muito limitada, assim como seu melhor amigo Mark (Matt McGorry), com narrativa ainda mais desastrosa.

Cabe ao passado manter nossa curiosidade enquanto o presente fica preso ao avançar das restaurações. É um caso parecido com 13 Reasons Why, onde o protagonista igualmente toma decisões questionáveis enquanto não sabe a história por completo.

A reta final de Archive 81, é preciso admitir, redime a obra. Os mistérios não morrem na praia. Pelo contrário, levam a uma situação bem instigante – fato esse que pode render uma continuação mais robusta. Aos que chegaram até aqui, vale dar o próximo passo.

Nota (0-10): 5

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