Crítica Yellowjackets S1: bom caminho a percorrer ainda

Em 1996, um time de futebol feminino de New Jersey com meninas prestes a se formarem no ensino médio vence o campeonato estadual e embarca em uma viagem para disputar a taça nacional. No caminho para Seattle, enquanto sobrevoa o Canadá, o avião cai em meio à mata. O acidente é apenas o começo de um tormento que durará 19 meses até o resgate dos que sobreviveram. O que aconteceu nesse meio tempo é o que descobriremos na série Yellowjackets, uma criação de Ashley Lyle e Bart Nickerson.

A sequência inicial já é chamativa. Sem indicar quando na linha temporal da produção, faz alusão à prática de canibalismo em uma espécie de ritual. Após isso, voltamos no tempo para acompanhar o dia a dia das jogadoras que estão prestes a se acidentar. E, 25 anos depois, abre-se um segundo fio narrativo com algumas das sobreviventes reinseridas na sociedade.

Fenômeno crescente nas redes, a atração teve público inicial longe do estrondoso, muito em decorrência da exibição no Showtime, canal fechado sem grande expressividade. Acabou ganhando mais espaço por causa da trama curiosa, que lembra muito o caso real do acidente aéreo que envolveu uma equipe uruguaia de rugby nas montanhas dos Andes em 1972.

Também traz à memória a série Lost, apesar de estar longe do brilhantismo desta. Enquanto a trama liderada por Jack e Kate sabia muito bem onde queria chegar e quais as regras do jogo, Yellowjackets parece tatear ao seu redor na tentativa de demarcar as linhas do campo enquanto ocorre a partida.

Mistura mistérios sobrenaturais, dramas pessoais e situações típicas de séries teen sem abraçar por completo nenhum gênero. Além disso, perde fôlego durante os dez episódios da primeira temporada. Ainda que as protagonistas estejam bem, nem sempre conseguem segurar um enredo que avança devagar de um lado e com decisões nem sempre críveis do outro.

Não é uma série ruim, longe disso. Todavia, há espaço para melhorias. Há muito potencial e espero não me decepcionar com a seita de Lottie (Courtney Eaton).

Nota (0-10): 7

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