Crítica Ted Lasso S2: sem o mesmo brilho

Com o seu jeito amável, Ted (Jason Sudeikis) chegou sem fazer estardalhaço. No fim do campeonato, mesmo sem uma trajetória positiva dentro de campo, venceu de goleada e cativou nossos corações.

O protagonista-título de Ted Lasso, comédia da Apple TV+ criada por Brendan Hunt, Joe Kelly e Bill Lawrence, fez o público e a crítica se apaixonarem, conquistando fãs e o Emmy de melhor comédia, entre outros prêmios.

Como não se render ao talento não apenas de Sudeikis, mas de Hannah Waddingham, que vive a líder Rebecca; Brett Goldstein, o intérprete do carrancudo Roy; e Juno Temple, a incrível Keeley?

O sucesso do time foi tanto que a segunda temporada aumentou em número de episódios e na duração deles. Estávamos prontos para mais um ano engraçado e fofo. Não que não tenha sido, mas por algum motivo o brilho da série não foi o mesmo.

O nono episódio, Beard After Hours, focado em uma noite alucinante vivida por Beard (Brendan Hunt), talvez resuma bem a obra neste ponto: estranha, ainda que familiar.

As subtramas não engrenaram como o esperado. A inserção de Sharon (Sarah Niles) não empolgou, pois criaram uma personagem pouco carismática. A revolta do filho que se volta contra o pai envolvendo Nathan (Nick Mohammed) não convenceu, por mais que possa servir como bom enredo para o ano seguinte. O namoro de Rebecca e Sam (Toheeb Jimoh) não teve química – pelo amor da mãe natureza, todo mundo sabe que ela e Ted precisam ficar juntos logo.

Nesse emaranhado de narrativas falhas, as demais são contaminadas por um sentimento de deslocamento. Acaba que os palavrões de Roy ficam opacos, bem como as incontáveis referências do protagonista. Em determinado momento, Ted diz que parece viver em um país estrangeiro, pois ninguém entende suas menções. Essa foi a frase mais acertada da temporada, já que fui uma das pessoas que se perguntou mais de uma vez de que raios ele estava falando.

Leia a crítica de Ted Lasso S1

Num roteiro que pouco empolgou, salvaram-se, talvez pelo pouco tempo de tela, Higgins (Jeremy Swift) e Jamie (Phil Dunster). Os únicos que, no fim, me deixaram a sensação de querer ver mais deles.

Uma constatação triste, já que o ano de estreia de Ted Lasso me deixou encantado. O bom é que teremos um novo campeonato e, mesmo sem ser o torcedor mais fanático, acompanharei o time entrar em campo novamente.

Nota (0-10): 6

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