Crítica The Marvelous Mrs. Maisel S3: turnê com Shy

Uma série extremamente bem feita, hilária e contagiante. The Marvelous Mrs. Maisel, uma criação de Amy Sherman-Palladino, chamou a atenção do público e da crítica já em sua estreia, conquistando inúmeros prêmios e elogios.

A segunda temporada veio para confirmar seu brilhantismo e, agora, a terceira segue o padrão das anteriores – ou seja, é executada de modo impecável.

Midge Maisel (Rachel Brosnahan), nossa intrépida protagonista, continua remando em mares cada vez mais desafiadores, sempre ao lado da fiel escudeira Susie (Alex Borstein). Desta vez, o arco dramático principal gira em torno do seu trabalho na turnê de Shy Baldwin (Leroy McClain), cantor negro de muito sucesso nos anos 1960.

A presença desse novo personagem recorrente e sua equipe faz com que assuntos até então ignoradas pela atração sejam abordados. A época retradada é de segregação nos Estados Unidos. Isso fica claro em um diálogo em que Baldwin diz não poder se hospedar no mesmo hotel de Maisel. Além disso, o canto é homossexual não assumido – e a revelação feita em segredo acaba gerando futuro atrito.

Para deixar a viagem mais emocionante, a protagonista recebe, algum período de tempo, a companhia dos pais. Rose (Marin Hinkle) e Abe (Tony Shalhoub) ficam perdidos após este largar o emprego. A dupla, como de costume, é responsável pelos momentos mais cômicos. Os dois atores estão em completa sintonia.

Quem ainda não parece estar em sintonia com o resto do grupo é Joel Maisel (Michael Zegen). Por mais que o personagem seja importante, falta apelo que nos faça amá-lo. Eu trocaria facilmente boa parte do seu tempo de tela por presenças maiores de Lenny Bruce (Luke Kirby) ou Benjamin (Zachary Levi).

Leia a crítica de The Marvelous Mrs. Maisel S2

Voltando-se para quesitos técnicos, gostaria de ressaltar a beleza estética dos movimentos de câmera em muitas cenas. É um apuro de direção raramente visto em comédias, nem sempre presente em dramas.

The Marvelous Mrs. Maisel representa um salto de qualidade em produções feitas para rir. É levemente deliciosa e sedutoramente importante.

Nota (0-10): 9

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