Crítica Schitt’s Creek S5: a descoberta do amor

Uma família de pessoas ricas, disfuncionais e egoístas. Quatro pessoas que perdem praticamente toda a fortuna que têm e veem-se obrigadas a morar em um motel decadente em uma cidade pequena que é motivo de piada por causa de seu nome: Schitt’s Creek.

A série, que tem mesmo infortunado título, aborda os dissabores dos recém-chegados. É uma criação de Eugene e Dan Levy, que são pai e filho tanto na vida real quanto na ficção, onde interpretam Johnny e David Rose, respectivamente.

A dupla é acompanhada por Annie Murphy, que vive a caçula Alexis, e Catherine O’Hara, que encarna a matriarca Moira. Apesar de todos se saírem muito bem e ter timing cômico, O’Hara surge como uma explosão de loucura e talento. Ela simplesmente arrasa nas cenas e é o primeiro elemento a ser destacado para quem tem vontade de conhecer a produção, que ganhou destaque na última edição do Emmy.

Claro que as descobertas dessa família não seriam nada sem a adição de moradores locais com os quais entram em contato. Stevie Budd (Emily Hampshire), que trabalha no motel, é uma jovem adulta introspectiva. Rolland (Chris Elliott) e Jocelyn Schitt (Jennifer Robertson), o prefeito e sua primeira-dama, são tão excêntricos quanto a família principal. Ted Mullens (Dustin Milligan) é um veterinário carinhoso. E Patrick Brewer (Noah Reid) transforma-se em parceiro romântico e de trabalho de David, que se identifica como pansexual.

Todas essas pessoas são importantes para a maior descoberta que a família Rose poderia fazer: a do amor. Amor de pai para filho, de um conjugue para outro, de amigos. O principal caminho trilhado nessas cinco temporadas é o do vazio que é preenchido não por coisas, mas por afeto.

Ted e Patrick emulam bem isso. Ambos são a personificação de um parceiro não perfeito, mas ideal para ensinar romantismo, compromisso e confiança – o que dizer, aliás, da cena que tivemos de Patrick cantando no capítulo Open Mic, da quarta temporada? Ele também derreteu nossos corações no quinto ano, ao pedir o namorado em casamento.

Toda essa bonita jornada é despretensiosa e recheada de bizarrices. Essa mistura é eficaz, mesmo que às vezes repetitiva, e faz de Schitt’s Creek uma produção que vale ser acompanhada.

Nota (0-10): 9

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