Crítica Unbreakable Kimmy Schmidt S4: sonhos concretizados

Uma premissa curiosa e um elenco fantástico. Nova York como pano de fundo e as dificuldades do dia a dia potencializadas por loucuras condizentes com os protagonistas. Por mais que a lua de mel já tenha passado, definitivamente sentiremos saudades de Kimmy Schmidt (Ellie Kemper), Lillian Kaushtupper (Carol Kane), Jacqueline White (Jane Krakowski) e, sobretudo, Titus Andromedon (Tituss Burgess).

Uma das comédias de maior sucesso da Netflix, Unbreakable Kimmy Schmidt encerra na quarta temporada o seu ciclo. Mesmo que tenha perdido espaço em nossos corações com o passar dos anos, a série criada por Tina Fey e Robert Carlock soube deixar sua marca e acaba a trama satisfatoriamente.

Após ser resgatada de um bunker, local onde ficou aprisionada durante 15 anos, Kimmy finalmente consegue dar vazão ao sonho de transformar o mundo em um local melhor. Sua história ganha contornos mais fantasiosos em um livro destinado a mudar a mentalidade de meninos criados em uma sociedade preconceituosa.

Claro que para chegar onde gostaria é feito um caminho de tropeços – e a atração nem sempre soube dosar eles tão bem. A comédia, que tem como marca o vendaval de referências culturais e a abordagem de assuntos pesados em todas oportunidades possíveis, nos faz questionar, por exemplo, o quão válido pode ser colocar a personagem principal em uma situação onde ela parece estar assediando sexualmente um funcionário, quando, em verdade, apenas demonstra mais uma vez sua inocência.

Kimmy, aliás, é a mais prejudicada com a passagem do tempo. Seu carisma quase irritante não soube ser páreo para o terremoto chamado Titus, o coadjuvante que conseguiu brilhar como ninguém mais. Ele foi a pessoa por quem realmente torcíamos, seja para reconquistar o amor de Mike Politano (Mike Carlsen) ou para finalmente ter sucesso na carreira profissional.

E como foi difícil a busca pelos holofotes. Um misto de vontade de rir com vergonha alheia nos invadia toda vez que ele tentava mentir para os outros, sendo sua realidade tão ruim que era digna de pena. Basicamente, havia quem preferia ter a carreira destruída a viver no mundo de faz de conta de Titus.

Para um ator tão louco, nada melhor que uma agente como Jacqueline.  Aos poucos, a personagem foi humanizada no enredo – até mesmo porque o clone não era ela – e tornou-se parte dessa família integrada também por Lilian. Esta, por sinal, talvez seja a que tenha uma trajetória de crescimento menos clara.

Leia a crítica de Unbreakable Kimmy Schmidt S3

No fim das contas, o quarteto ganhou um desfecho bonito e bem pensado. É uma história que não se prolongou para além do necessário e, mesmo com passagens duvidosas, deixou um lindo recado.

Nota (0-10): 8

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