Crítica The Marvelous Mrs. Maisel S2: imperdível

Uma das mais gratas surpresas do ano passado está de volta. Sucesso de público e crítica, vencedora de dois Globos de Ouro e vários Emmys, a comédia The Marvelous Mrs. Maisel, criada por Amy Sherman-Palladino, apresenta uma segunda temporada tão cativante quanto a primeira.

A trama dá continuidade para a história de Miriam (Rachel Brosnahan), uma dona de casa judia que, nos anos 1950, separa do marido, Joel (Michael Zegen), arruma um emprego e luta para ser reconhecida como comediante.

Brosnahan está absurdamente encantadora no papel principal. Seu brilhante desempenho nos faz embarcar sem medo em suas viagens repletas de loucuras e diálogos rápidos, quase enlouquecedores, praticamente intermináveis e sempre certeiros para arrancar boas gargalhadas de quem está assistindo.

Não somente ela está incrível. Alex Borstein, que vive a carrancuda Susie Myerson, é igualmente apaixonante, mesmo que esta tenha uma personalidade completamente diferente da protagonista. Os métodos incomuns de trabalho de Susie são um dos muitos pontos altos da trama. Sua ida para Catskills, por exemplo, é muito engraçada. Todo o absurdo envolvido no truque de andar com um desentupidor, nunca ser pega na mentira e inclusive ter outra pessoa com plano semelhante simplesmente funciona muito bem. É inclusive muito crível, por mais doido que possa parecer.

E o que falar dos pais Abe Weissman (Tony Shalhoub) e Rose (Marin Hinkle)? Eles ganham mais espaço e fazem por merecer. O conflito envolvido com Paris funciona muito bem. É interessante quando reatam e vivem um lindo romance na Europa, principalmente devido ao contraste com que habitualmente tratam um ao outro. Todas essas mudanças características da série são muito orgânicas, mérito de um texto bem executado.

Sherman-Palladino, que tem no seu currículo Gilmore Girls, entre outros trabalhos, e seu marido, Daniel Palladino, são responsáveis pelo roteiro e a direção de boa parte dos episódios. É perceptível o apreço deles para fazer um conteúdo ao mesmo tempo leve e disruptivo.

Além da qualidade do texto e das atuações, ainda somos brindados com uma fotografia caprichada, figurinos belos que refletem a época representada e uma trilha musical muito interessante – inclusive com direito a tocar Someday, da banda The Strokes.

Leia a crítica de The Marvelous Mrs. Maisel S1

Em resumo, é um material que merece o reconhecimento obtido. Ao lado de Transparent, The Man in the Hight Castle e outras obras, prova que a Amazon tem um acervo de qualidade para oferecer.

É conteúdo televiso que consegue, ao mesmo tempo, entreter e conscientizar. Faz o seu papel na sociedade ao contar histórias que merecem ser acompanhadas.

Nota (0-10): 10

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