Crítica Brooklyn Nine-Nine S5: leve e carismática

em

Recentemente envolvida em um dos casos mais rápidos de cancelamento e posterior renovação, a comédia Brooklyn Nine-Nine, uma criação de Daniel J. Goor e Michael Schur, terá um sexto ano, agora em nova casa, a NBC.

E isso é uma notícia boa? Claro que sim, já que em sua quinta temporada a série mostrou os mesmos atributos dos anos anteriores: um humor que funciona e pitadas de crítica ao meio representado.

Nossos policiais favoritos continuam eficientes e completamente sem noção. A prisão de Jake Peralta (Andy Samberg) e Rosa Diaz (Stephanie Beatriz) no fim da quarta temporada movimenta o começo desta. O arco é desenvolvido de forma competente e deixa pontas para serem exploradas no decorrer do resto do ano – ou seja, apesar das tramas episódicas passageiras, a produção continua apostando em histórias para serem trabalhadas com mais calma.

O grande evento desta vez é o pedido de casamento que Jake faz para Amy Santiago (Melissa Fumero). O casal, vale ressaltar, consegue ser fofo sem aborrecer. Há uma dose certa de interação, sem a adição, por exemplo, de dramas desnecessários e cansativos com o intuito de separá-los temporariamente.

Enquanto isso, o capitão Ray Holt (Andre Braugher), o robô mais humano que já conhecemos, entra em uma disputa para subir na cadeia de comando da polícia. A trama é mais uma oportunidade para amá-lo, já que ele denuncia o machismo da instituição, que colocou uma mulher na disputa, mas não tem intenção alguma de deixá-la ganhar. O personagem, que é negro e gay, toma as dores da jovem oficial. Um lindo exercício de empatia.

Aliás, outra frase muito marcante dele ocorre quando o Jake diz não estar pronto para ir à rua, pois teme cometer um erro ao prender alguém. Em resposta, Holt diz que isso faz dele um profissional melhor. A série faz uma crítica tanto ao sistema prisional quanto à atuação de muitos policiais que agem sem cuidado.

Além disso, é muito bonito ver a apreensão de Holt com a segurança Kevin (Marc Evan Jackson), seu marido. Este ganha destaque nos capítulos que aparece e mostra-se o par perfeito para o capitão.

 

Leia a crítica de Brooklyn Nine-Nine S4

 

Brooklyn Nine-Nine preocupa-se em ter personagens mulheres bem construídas, representação latina, negra e LGBT+. Diaz, por exemplo, confessa ser bissexual e a reação reflete muito certa incompreensão com o tema. Os pais preferem acreditar que é apenas uma fase, um momento de experimentação. Espero que deem continuidade ao assunto, até mesmo porque fomos introduzidos a uma candidata perfeita para ser a namorada da Diaz, vivida pela atriz Gina Rodriguez, de Jane the Virgin.

Vale ainda apontar que Hitchcock (Dirk Blocker) e Scully (Joel McKinnon Miller) são o ápice da falta de noção que amamos, Sterling K. Brown faz ótima participação e, se é preciso falar sobre algum ponto negativo, talvez seja o excesso de piadas bobas ligadas a gritos, saltos e o corpo de Terry Jeffords (Terry Crews).

 

Nota (0-10): 7

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s