Crítica Game of Thrones S7E7: casos de família

Não, em nenhum momento Christina Rocha interrompeu a lavação de roupa suja para dar palpite, mas bem que poderia. No episódio final da sua sétima temporada, The Dragon and the Wolf, que teve direção de Jeremy Podeswa, Game of Thrones incorporou o espírito de Casos de Família e resolveu discutir todas as agruras familiares possíveis.

Não, isso não quer dizer que o capítulo foi ruim. O diálogo de Tyrion (Peter Dinklage) e Cersei (Lena Headey) nos fez lembrar os melhores momentos da série, quando uma ótima discussão conseguia nos deixar tão entusiasmados quanto dragões voando de um lado para o outro. Dinklage e Headey apresentaram, mais uma vez, excelentes performances – sendo que esta merece mais do que nunca finalmente levar um Emmy pelo papel.

Como se não bastasse se indispor com um irmão – aquele que matou seu pai e ela culpa pela morte dos filhos –, Cersei ainda teve tempo para discutir com o outro – do qual está grávida. Haja coração, não é mesmo, pessoal?

Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) finalmente percebeu que sua amada não é lá a melhor das pessoas e resolveu testá-la pra ver se ela teria coragem de matá-lo ou não. No meio dessa briga, resolveu deixar Porto Real, que, triste pelo fim do amor deles, passou repentinamente de um dia ensolarado e risonho para um clima gélido e desprovido de carinho.


Já no Norte, a reviravolta foi igualmente interessante. Se os irmãos de baixo se separam, as irmãs de cima estão mais unidas do que nunca. Sansa (Sophie Turner) e Arya (Maisie Williams) cansaram de ser enroladas e finalmente deram um fim no ardiloso Mindinho (Aidan Gillen). Convenhamos, ele já estava fazendo hora extra na série e nem deu para comemorar muito. Já vai tarde.

Christina, você está aqui? Acompanhe o texto conosco, por favor, pois a confusão ainda não acabou.

Theon (Alfie Allen), que estava num limbo faz tempo, finalmente serviu para algo. Após Euron (Pilou Asbæk), o vilão que a gente mais ama odiar, dizer que está com a sobrinha como refém, o irmão dela botou o sangue pra circular novamente nas veias e tentará salvá-la.

Estão preparados? O barraco maior a gente deixa pro fim. Sim, senhoras e senhores, a tia Daenerys (Emilia Clarke) seduziu o sobrinho João das Neves (Kit Harington) e eles foram pra cama. Enquanto eles estavam ali no bem bom, ainda tivemos direito a uma narração completamente entusiasmada de Bran (Isaac Hempstead Wright) dizendo como o Snow em verdade é Targaryen. O clímax ficou por conta daquela verdade que todo mundo já sabia: ele é o herdeiro legítimo do Trono de Ferro.

 

Leia a crítica de Game of Thrones S7E6

 

Alheios a tantas picuinhas familiares, os white walkers resolveram fazer algo que não estavam dispostos até então. Após vários anos, eles finalmente chegaram até a Muralha e destruíram-na com o poder de Viserion.

E assim terminou mais um ano da série que já foi exemplo de perfeita condução e, nesta temporada, mostrou que nada é inabalável. Está ruim?Obviamente não. Poderia ser melhor? É só voltar para o que era antes de termos tantos saltos temporais loucos, viagens impossíveis e personagens esquecidos pelo caminho.

 

Melhor personagem do episódio: Cersei.

Melhor cena: Sansa e Arya conversando sozinhas.

 

Nota (0-10): 8

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s