Crítica Game of Thrones S7E5: a revelação de Gilly

Após um dos episódios mais eletrizantes da série, Game of Thrones pisa levemente no freio em Eastwatch. Com direção de Matt Shakman, o quinto capítulo da sétima temporada começa com Daenerys (Emilia Clarke) matando o lorde Tarly e o filho Dickon, que se recusaram a trair Cersei (Lena Headey).

Confesso que a evolução na disputa entre as duas rainhas me causou certo desconforto, a começar pela reação de Tyrion (Peter Dinklage). Ele quer conquistar Westeros sem derramar sangue, parece até viver numa realidade paralela. Creio que seu receio e de Varys (Conleth Hill) de que Daenerys vire seu pai seja em excesso.

Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) e Bronn (Jerome Flynn) terem escapado tão facilmente da morte também não agradou muito. Não parece crível que o principal aliado da inimiga da mãe dos dragões fosse sair ileso como saiu, sem ela buscar garantir o contrário.

E o que falar do plano desenvolvido para trazer um white walker? Khaleesi tem tudo para derrotar logo Cersei, poderia simplesmente juntar seus três dragões e arrancar ela do castelo real, sem que a população sofresse, e enfim preocupar-se apenas com o Norte. No entanto, vão criar toda essa trama doida para arrastar a disputa por mais tempo.

Durante toda essa confusão, soubemos que a rainha Lannister está grávida, o que poderá complicar ainda mais a sua situação, Jorah (Iain Glen) recebeu o abraço carinhoso de sua amada e Gendry (Joe Dempsie) finalmente resurgiu. Foi bem louco ver o filho do Robert Baratheon trabalhando em Porto Real, bem pertinho de todo mundo que quer matá-lo – tão louco quanto ele simplesmente pegar um martelo e uma bolsa e dar o fora com Davos (Liam Cunningham) para voltar à trama como se dela nunca tivesse saído e, no mesmo episódio, já estar no lado norte da Muralha.

Nesse ponto, é preciso falar sobre o quanto a produção está atropelando as coisas e tornando-as por vezes incoerentes. Desde o fim da temporada passada, há uma sucessão de acontecimentos que se desenrolam sem o antigo apego pela lógica. Tropas são deslocadas por espaços distantes num mesmo capítulo. As pessoas vão de um lado para o outro como se fosse ali do lado. Enquanto isso, os white walkers, como vi esses dias alguém falar, estão há anos caminhando e ainda não chegaram na Muralha. Está meio bizarro isso.

Leia a crítica de Game of Thrones S7E4

Voltando-se para a parte positiva do episódio, Gilly (Hannah Murray), que andava um tanto sumida, reapareceu para fazer uma descoberta por acaso sobre o passado que envolve Jon Snow (Kit Harington).

Conforme as anotações que ela estava lendo, o alto septão Maynard anulou o casamento legítimo do príncipe Rhaegar Targaryen, o filho mais velho do Rei Aerys II e herdeiro do Trono de Ferro e, no mesmo momento, casou-o secretamente com outra mulher em Dorne, certamente Lyanna Stark. Antes de poder nos contar mais, Gilly foi interrompida por Sam (John Bradley), que resolveu furtar manuscritos e deixar Vilavelha. O que este trecho aparentemente disperso quer dizer? Jon Snow, que bem sabemos não ser filho de Ned, mas sim de Rhaegar e Lyanna, não é bastardo, o que lhe dá direito legítimo na linha de sucessão ao Trono de Ferro. Isso pode impactar muito o futuro da série caso descoberto por todos, podendo até mesmo ser motivo de disputa entre Jon e Daenerys.

Já no Norte, Arya (Maisie Williams) bateu de frente com Sansa (Sophie Turner) e foi aparentemente enganada por Mindinho (Aidan Gillen), que plantou um velho bilhete escrito por Sansa, na primeira temporada, após ser coagida por Cersei. “Robb, escrevo com o coração pesado. Nosso bom rei Robert está morto, por conta das feridas de uma caçada de javalis. Nosso pai foi acusado de traição. Ele conspirou com os irmãos de Robert contra meu amado Joffrey e tentou roubar seu trono. Os Lannisters estão me tratando muito bem e me dando todo o conforto. Eu te imploro: venha para Porto Real, jure lealdade a Joffrey e evite qualquer conflito entre as grandes casas Lannister e Stark”, diz o recado. Não sei exatamente o que Baelish quer com isso, mas espero que ele morra logo.

Já em Eastwatch, Jon e sua trupe encontram o Cão de Caça (Rory McCann) e seus companheiros, além de Tormund (Kristofer Hivju), que sempre tem as falas mais engraçadas. Que a luta contra os mortos-vivos continue.

Melhor personagem do episódio: Tormund.

Melhor cena: Jon afagando Drogon.

Nota (0-10): 7

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