Crítica Vikings S4: avanços superficiais

Produções históricas dificilmente não são interessantes. Tradando-se de mitologia nórdica, a curiosidade aumenta, já que há uma infinidade de rupturas com relação ao passado do cristianismo.

Vikings, série criada e escrita por Michael Hirst, não destoa. A atração do History Channel, mesmo com alguns descaminhos históricos ocasionados pela necessidade de manter a narrativa ficcional coesa, consegue prender o espectador com a saga de Ragnar Lothbrok e sua família.

Apesar de Travis Fimmel, intérprete de Ragnar, ser uma versão mais fatigada do capitão Jack Sparrow – e não termos certeza se é técnica ou falta de interesse –, o até então protagonista desperta empatia – e divide os holofotes com Katheryn Winnick e sua Lagertha.

Ela é a principal responsável por mostrar a força feminina na era da Idade Média. Guerreira e decidida, seu papel na sociedade em nada se parece com o das princesas de Paris e de Wessex. Nesta quarta temporada, em especial, sua importância aumentou. Ao lutar para tomar o posto de rainha, proporcionou boas cenas de ação.

Por falar em guerra, poucas batalhas já filmadas são tão interessantes quanto a dos vikings contra Aethelwulf. Normalmente vemos um travar de forças no qual vence quem tem o maior exército, homens mais fortes, poder de fogo. Neste caso, a vitória foi da astúcia de Ivar (Alex Høgh Andersen), um dos filhos de Ragnar.

Ele e seus irmãos Ubbe (Jordan Patrick Smith) e Hvitserk (Marco Ilsø) cresceram. A transição, que poderia ser interessante, acaba prejudicada pelo roteiro. Assim como em The Tudors, Hirst peca ao não dar muita profundidade para a maioria dos personagens e para as diversas tramas.

Os diálogos nunca vão muito além do que se espera. A conversa do reencontro de Aslaug (Alyssa Sutherland) e seu marido, por exemplo, dura pouquíssimo tempo e é realmente frustrante.

A solitária viagem de Bjorn (Alexander Ludwig), que poderia render muitos momentos representativos quanto ao seu amadurecimento, basicamente dá espaço apenas para a versão mais fraca da luta de DiCaprio contra o urso, de O Regresso, e para o duelo contra o grandalhão mandado para matá-lo.

Claro que não é qualquer atração que terá um texto com a qualidade que o de Game of Thrones tem, mas Vikings poderia lapidar melhor o seu roteiro. Com o aprimoramento desse ponto, a série seria simplesmente imperdível.

Observação final: alguém mais não sabia diferenciar a Torvi (Georgia Hirst) da Helga (Maude Hirst)? Contratar a família para a produção tem desses problemas.

 

Nota (0-10): 6

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